terça-feira, 12 de junho de 2012

Quatro lições de um campeão


Os grandes campeões nos ensinam muitas coisas. Além da técnica, outras lições não muito diretas também podem ser aprendidas.
O que você quer no tênis?
Divertir-se? Ótimo!
Ser o melhor na sua turma para ganhar a cerveja? O melhor do clube? Da sua cidade? Estado? País?... do mundo?
Pois para qualquer dessas alternativas, preste atenção nos grandes campeões que chegaram a número um, e depois conseguiram manter-se no topo.
1-     Melhore sua técnica
Mesmo sendo primeiro do mundo, Nadal melhorou seu back-hand e o saque (só para citar dois fundamentos). Guga também, mesmo depois de ganhar Paris e chegar a numero um, teve humildade e orientação para melhorar alguns aspectos do seu jogo.
Você: Se você já ganhou muita cerveja dos amigos ou já é o melhor do clube, assim por diante; não deite sobre os louros da fama!
Treine os golpes que você executa bem, mas não se esqueça e treine muito onde tem falhas. Peça a um amigo ou ao seu Professor para treinar aquelas jogadas onde tem dificuldade.
2-     Cuide do seu físico.
Nadal é o máximo em preparo físico. O que dizer de Djokovic? Federer nunca fez estardalhaço na quadra, mas sempre agüentou grandes batalhas.
Você: Independente do seu objetivo como tenista (clube, cidade ou cerveja...) se você estiver melhor preparado que o amigo, boa parte da cerveja apostada estará garantida!
Por isso, cuide-se fisicamente; se não tiver tempo ou grana para um “personal” ou academia, faça caminhadas, corridas, ande de bicicleta, sempre orientado e melhore seu desempenho.
3-     Não dê nenhum ponto de graça.
Nisso Nadal é mestre! Num dos jogos deste ano ele estava ganhando em dois sets a zeros e quatro a zero no terceiro, mas não dava um ponto de graça. Fazendo assim, ele estará sempre preparado para correr em todas bolas, quando o jogo estiver “parelho”. Para isso, a lição numero dois (físico) deve ser seguida, claro...
Você: Muitas vezes largamos um game que está 40 a zero, achando que vai se desgastar muito indo atrás do empate. No nosso caso (Pangas) até concordo em parte; mas se do outro lado da quadra estiver um “Panga” que tenha o jogo parecido com o seu, vale a pena concentrar-se e tentar fazer o 15 e talvez o 30. Com certeza o cara vai “balançar” mentalmente.
4-     Respeite seus limites, mas tente melhorar
O Nadal, no seu livro diz que seu Tio (e técnico) sempre concordou e disse que Federer era um jogador mais completo que ele, e que uma das maneiras de derrotá-lo era melhorar seus pontos fracos e insistir no seu jogo (regularidade, luta, etc.). Em minha opinião, ao contrário de que muitos dizem, Nadal não é só um “devolvedor” de bolas, ele demonstrou nos últimos dois anos que também tem muita técnica e “mão”.
Você: Jogue dentro das suas características e limitações físicas. Se você é um lutador, “devolvedor”, continue assim, se está funcionando. Mas aprimore seu “toque” e jogo de rede, por exemplo.
Se você gosta de jogar na rede, e tem o jogo de base fraco, continue no seu estilo, mas aprimore o jogo de fundo, ele que vai preparar suas subidas à rede. 
Um bom exemplo? John Isner, que melhorou muito seu jogo de fundo.

Mais perguntas ou dúvidas? Escreva!
Um abraço

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