domingo, 11 de março de 2012
Aluno - Guilherme
Gui, 8 anos, 10 aulas (equivalente a dois meses)
Pontos importantes para o futuro:
Preparação antecipada, ponto de contato à frente (na maioria das bolas) e terminação completa.
quinta-feira, 8 de março de 2012
"Será que vai dar prá jogar?"

Ontem a noite caíu uma chuva muito forte aqui em Holambra e me lembrei de um fato ocorrido nos anos 80 quando realizávamos uma etapa do Circuito Satélite da ATP no Hotel Duas Marias.
Eu era responsável pela infra-estrutura e outras “cozitas mas”.
Algumas histórias já contei aqui: Foram cinco etapas. Arrumei tênis numero 45 para um jovem jogador, trabalhei na distribuição das quadras com o Paulo Cleto, treinei com alguns jogadores, etc.
As quadras de saibro eram de minha responsabilidade.
Elas foram construídas pelo “Seu” Schimidt em 1977 e secavam muito rápido, já que tinham uma caída para trás que não deixava a água empossar.
Sexta feira era dia das semis de simples e duplas, e na quinta a noite desabou esse baita temporal que inundou a enorme tenda da “Donnay”, patrocinadora do circuito, além de outros estragos. Para quem conhece, a água da rua chegou a entrar em alguns quartos do Hotel.
O Hotel ficou sem luz, aquelas coisas que tempestades de verão acarretam.
No dia seguinte, eu e o João Lima, responsável pela chamada dos jogos, pegadores, bolas, etc., acordamos cedo pois conhecíamos as quadras e sabíamos que com certeza os jogos iriam acontecer as nove horas conforme a programação.
Eram seis e meia da manhã. Fomos até as quadras e quase nenhuma poça! Passamos a esteira nos dois sentidos para mais uma secada por cima, limpamos as linhas, colocamos alguns “banners” no lugar e arrumamos a bagunça causada pelo vento. Deixamos os placares, bolas, geladeiras com água, toalhas no ponto, e fomos tomar um belo café da manhã quando já eram quase oito horas da manhã.
Antes disso, passamos nos apartamentos dos jogadores para acordá-los, já que eles não imaginavam que iria ter jogo.
Nove horas.
Colocamos os jogadores na quadra para o aquecimento e os jogos começaram na hora marcada.
Quando deu nove e vinte, mais ou menos, aparece o árbitro geral.
Um “Lorde” Inglês do Clube Paulistano, com seu cachimbo, num passo lento, como se estivesse indo para uma cerimônia do chá das cinco.
Achando que não ia ter jogo, nos perguntou;
“Que hora vai dar para jogar?”
João Lima, com seu humor conhecido, disse:
“Não sei, dê uma olhada nas quadras”
O árbitro ficou estupefato quando viu que os jogos já estavam fervendo!
Na foto: A final, no Sábado, depois do "dilúvio" de quinta à noite!
quarta-feira, 7 de março de 2012
Back-hand

"Atenção alunos!"
É isso o que falo quando voces vão executar um "backhand".
Braço estendido para trás, longe do corpo.
Ombro direito direcionado para o "pingo" da bola.
Olha fixo na "peluda".
Obs.: Serve tambem para quem bate "bh" com as duas mãos.
Afaste um pouco a raquete do corpo e aumentará em muito a alavanca produzida.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A quadra da "Davis"

O clube Pinheiros ativou na secção de tênis o sistema de distribuição de quadras controlado por computador.
Os que querem jogar, se apresentam no guichê e recebem um papel com o numero da quadra e horário para jogar. Existem regras para simples, duplas e para os grupos com mais de quatro jogadores. No inicio, e por coincidência eu estava no Clube nesse dia, deu certa confusão e mal estar, porém, em poucos dias todos se acostumaram.
É muito democrático, e recomendo que os tenistas de clubes com mais de dez quadras devem pedir para seus diretores conhecerem o sistema.
Acaba com aquele negócio de ficar do lado da quadra assistindo um duelo de “Pangas” que se estende, às vezes, por mais de uma hora. Também acaba com o famoso “Migué” do “um a um”; isto é, você chega ao lado da quadra, pergunta o escore e sempre eles dizem: um a um.
Outra coisa comum era um tenista esperar numa quadra e outro em outra, dependendo da marcha da contagem eles ficavam em uma só.
Você pode esperar a hora da sua quadra no bar, ver um bom jogo em outra quadra ou até fazer um aquecimento no paredão.
Bom, contei tudo isso, porque a Chris Ramalho (da turma do blog do Cleto) colocou uma foto dela na quadra central da Costa do Sauípe, no ATP 250.
E daí? O que uma coisa tem a ver com a outra?
Lembrei que, lá no Clube Pinheiros, aconteciam os confrontos da Davis e duas quadras eram transformadas em uma com enormes arquibancadas.
No clube existia uma casinha, onde ficava o “Seu” Eduardo, que controlava a ocupação canchas. Ele dava as bolas (sim, o Pinheiros lhe dá as bolas para jogar!) e dizia:
Quadra sete, quadra onze...
Seu Eduardo também era famoso porque quando chovia e alguém ligava para saber se dava para jogar e ele dizia:
“Pacaembu”! Referindo-se à quadra coberta onde se podia jogar em dia de chuva.
Então, continuando, quando eu era 13 a 15, isso faz uns quarenta anos, fui na “casinha” pedir uma quadra para o Eduardo e ele disse:
“Quadra treze”
Eu falei para ele:
“Mas a treze é a da Davis?”
Isso mesmo, eu ia jogar na quadra da Davis que ainda estava montada!
Foi logo depois do confronto contra a Espanha.
Lá fomos nós; eu e o “Tourinho” que me tinha na sua caderneta com um dos seus maiores fregueses! Mas eu não ligava, só queria jogar, e na quadra da Davis então, era uma sensação indescritível, ainda mais para um “Panga” juvenil.
na foto: as quadras 13 e 14 tranformadas em um belo estádio.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Dica - "Melhore suas paralelas"
Aqui vai uma maneira de melhorar essa bola:
Coloque uma toalha ou qualquer pano sobre a rede a uns 80 centímetros da linha lateral (foto).
Peça para alguém lançar bolas no seu “backhand” ou “forehand” e bata a bola sobre a toalha.
As bolas que passarem por cima da toalha vão entrar bem na paralela.
Qual a razão de colocar o “alvo” na rede e não fundo da quadra?
Simples: a rede (o alvo) está na metade da distancia entre o jogador e o fundo da quadra o que torna acertar o ponto da paralela mais fácil!
Experimente. Com meus alunos é “tiro e queda”...quero dizer: tiro e paralela!
Observações:
Não olhe para o alvo e sim para a bola.
Quando começar a acertar por cima da toalha, tente mandar a bola alta se estiver treinando bolas fundas (mais de 60 centímetros sobre a rede); e mais baixas, se tiver treinando passadas.
Depois, quando jogar, imagine a toalha na rede e execute grandes paralelas.
.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Dica – “Padronize seus golpes”
Porém, uma coisa mais fácil de copiar de profissional e que as maiorias dos jogadores de clube não fazem é a padronização dos golpes.
Reparem como os grandes jogadores executam a maioria dos golpes dentro de um padrão; principalmente os golpes de fundo.
É isso que insisto com meus alunos desde as primeiras aulas.
Preparação e terminação padronizadas, iguais na maioria das batidas.
Você pode fazer a preparação por cima (com “looping”), por baixo e a reta para trás. Depois de escolhido o tipo de preparação faça sempre igual.
Na terminação de “forehand” eu não abro mão da execução terminando com a raquete em cima do ombro da mão não dominante (foto).
No “backhand” com uma mão, gosto da terminação para frente e com o braço não dominante para trás (foto). No “back” com duas mãos a terminação deve ser em cima o ombro da mão dominante (foto).
É claro que muitas coisas são importantes para se conseguir essa padronização: prontidão (espera e “split-step”), preparação antecipada, movimentação e equilíbrio na hora da batida.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Ih! Faltou um!!! -Treino 2 contra 1
Nunca gostei de jogar “Australiana”; aquele jogo que se faz quando só tem três tenistas na quadra (dois contra um).
Se a pessoa quer se divertir, ótimo. Mas se quiser ir mais para o lado do treino mesmo, vou dar uma dica:
Aqueçam e escolham um dos três para ficar sozinho.
O jogador que ficar sozinho terá metas.
Começando com bolas cruzadas. Todas direitas e esquerdas cruzadas, por cinco minutos.
Depois paralelas, mais cinco minutos.
Não importa o numero de bolas que vierem na esquerda ou direita; ele vai dar só cruzadas durante os primeiros cinco minutos e só paralelas nos outros cinco.
Depois, para terminar, ele (o que está sozinho) vai tentar dar uma bola para cada um, por mais cinco minutos.
Depois de quinze minutos, trocam-se as posições.
O que estava na direita vai ficar sozinho, quem estava na esquerda vai para a direita e o que estava sozinho entra na esquerda.
Repete-se o mesmo treino por mais quinze minutos e faz o rodízio final.
Se depois disso quiserem jogar pontos, aconselho o treino feito pelos profissionais quando estão em três:
O que está sozinho saca. Um dos outros dois recebe dois pontos; um ponto na direita e um na esquerda.
No 30 a 0 ou 15 iguais, o jogador que jogou os dois pontos sai, e entra o terceiro que joga dois pontos e assim sucessivamente até o término do game.
Se o sacador ganhar, fica mais uma vez sozinho, só que recebendo.
Observações:
Não se apressem para soltar bolas logo que ocorra um erro. Esperem o “singlista” voltar para o centro, se “aprumar” e aí soltem outra bola.
Os tenistas que estão em duplas podem jogar bolas no canto, mas sem muito exagero!
Esse treino, além de render mais, já que se perdem menos bolas do lado em que jogam dois tenistas, faz o tenista de nível intermediário começar a pensar taticamente; saber onde vai jogar a bola quando está a caminho da batida, e não quando chega nela.
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